O índice utilizado varia de 0 a 100 pontos, em que valores acima de 50 indicam expectativa de alta, abaixo de 50 apontam retração e 50 representam estabilidade em relação ao mês anterior.
- Preços do aço acabado: O indicador despencou para 44,93 pontos em setembro (contra 50,75 em agosto), sinalizando uma tendência clara de queda nos valores praticados no mercado.
- Produção de aço acabado: Recuou para 46,38 pontos (ante 50 em agosto), acompanhando o ritmo desacelerado do consumo interno.
- Preços das matérias-primas (commodities): O índice caiu de 47,72 pontos em agosto para 44,93 pontos em setembro.
A baixa movimentação e o fluxo tímido de novos pedidos têm pressionado as cotações para baixo, em um cenário de percepção geral de desaceleração econômica no país.
Estoque alto e demanda fraca
O indicador referente ao nível de estoques recuou para 45,65 pontos em setembro, revertendo a alta registrada no mês anterior. No entanto, mesmo com a expectativa de redução, os estoques nas empresas continuam elevados:
- 73% dos entrevistados relatam ter volumes estocados para mais de 50 dias.
- 9% possuem estoques para cerca de 40 dias.
- 9% mantêm estoques para 30 dias.
- 9% operam com volumes abaixo de 20 dias.
Visões do setor
Enquanto parte expressiva da cadeia — de distribuidores a recicladores — relata um cenário de estabilidade em níveis baixos e pouca perspectiva de reação no curto prazo, o pessimismo não é 100% unânime. Agentes ligados ao setor de construção metálica ainda vislumbram um terceiro trimestre mais aquecido e um segundo semestre superior à primeira metade do ano.
Fonte das informações: Platts Research —
