Congresso Aço Brasil 2026: Siderurgia Nacional Alerta para Ociosidade e o Impacto das Importações

O mercado do aço está em alerta. Durante a abertura do Congresso Aço Brasil 2026, realizado nesta última terça-feira (29) pelo Instituto Aço Brasil (IABr) em São Paulo, o tom das principais lideranças do setor foi de forte preocupação com a competitividade da indústria nacional e a necessidade de defesa do mercado interno.

O desafio da ociosidade e a concorrência global

Atualmente, a utilização da capacidade produtiva dos parques industriais brasileiros opera em um patamar preocupante, entre 60% e 65%. Segundo André Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho Diretor do Aço Brasil e do Conselho de Administração da Gerdau, o setor precisa de pelo menos 80% da capacidade em operação para garantir novos investimentos, empregos e geração de renda.

O grande obstáculo para atingir essa marca é o excesso de produção global de aço, que hoje ultrapassa 649 milhões de toneladas (o equivalente a 20 vezes a produção do Brasil). Metade dessa sobra vem da China, criando uma guerra comercial e uma competição desleal com o produto nacional.

Os números Que preocupam

A matemática de agosto reforçou a apreensão:

  • A produção de aço bruto recuou 4% em relação a julho, somando 2,7 milhões de toneladas.
  • As importações subiram 3,2%, chegando a 395 mil toneladas.

Durante o evento, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, participou remotamente e destacou as medidas antidumping implementadas pelo governo este ano. Segundo ele, as ações já surtiram efeito, reduzindo a taxa de penetração de importação de 22,9% para 12,7%. Contudo, líderes como Jorge Oliveira, presidente da ArcelorMittal Brasil, apontam que os avanços são importantes, mas ainda insuficientes para blindar o mercado doméstico.

Custo Brasil e o baixo consumo

O evento também trouxe à tona velhos conhecidos da indústria: os gargalos tributários, trabalhistas e jurídicos que formam o “Custo Brasil”. Além disso, o consumo per capita de aço no Brasil (cerca de 120 kg) avança a passos lentos e perde feio para a China (560 kg) e para países como Índia e México. A solução unânime passa pela urgência de se investir em infraestrutura e impulsionar cadeias produtivas fundamentais, como a automotiva e a de linha branca.

A Visão Bubuyog

Em um cenário de incertezas internacionais, ociosidade de fábricas e alta pressão sobre a competitividade, a inteligência na gestão de recursos é a grande vantagem da indústria. É justamente em momentos assim que a economia circular e as conexões ágeis se mostram fundamentais.

Na Bubuyog, sabemos que otimizar margens, transformar estoques parados em liquidez e comprar de forma assertiva são ações que ajudam a blindar pequenas, médias e grandes empresas contra as flutuações do mercado. Ao conectar toda a cadeia (indústrias, distribuidores e compradores) em um único ecossistema, trabalhamos para que o giro do aço brasileiro seja cada vez mais eficiente, inteligente e lucrativo para todos.

Fonte: Baseado na notícia “Líderes da siderurgia nacional alertam para ociosidade industrial e ameaça de importados”, por Karlon Aredes, publicada no portal O TEMPO em 29/09/2026.

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