Brasil lidera a alta global dos preços do aço em 2026 com desaceleração na China

O mercado global de aço está passando por uma reconfiguração profunda neste primeiro semestre de 2026. Impulsionado por um aperto na oferta global e por transformações nas rotas comerciais, o preço do aço registrou forte valorização nas principais regiões produtoras do mundo. No topo dessa escalada global está o Brasil, que desponta como o mercado de melhor desempenho no acumulado do ano.

De acordo com dados recentes da instituição financeira Goldman Sachs, o preço da bobina laminada a quente (HRC) no Brasil acumulou uma alta impressionante de 21% desde o início do ano, superando outras potências industriais como os Estados Unidos (+15%) e a Europa. Somente no mês de abril, o mercado brasileiro registrou uma alta de 10% no HRC e 12% no vergalhão.

Essa disparada global é reflexo direto do comportamento da indústria siderúrgica na China. Com a produção chinesa operando em ritmo de contração e as pressões logísticas internacionais encarecendo o frete marítimo, o fornecimento de aço ficou mais restrito. Ao mesmo tempo, investimentos resilientes em infraestrutura na própria China ajudaram a sustentar um piso para os preços, impedindo quedas e empurrando o custo do material para cima em mercados dependentes do comércio transoceânico.

Para construtoras e indústrias que utilizam o aço como matéria-prima, o cenário exige planejamento financeiro estratégico, já que os especialistas projetam que os preços devem se manter em patamares elevados ao longo de 2026.


Fonte: Com informações do portal Whalesbook / CCE Online News.

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